Qual é a doença?

Na cidade americana de Greenleaf, toda uma população se revolta com o preconceito contra um professor que admitiu ser gay. Durante a entrega do prêmio de melhor professor de uma escola de ensino médio, o professor Howard Brackett, não recebeu tal horaria. Os alunos entenderam que o fato não aconteceu, pois, o educador admitiu ser homossexual. O diretor da instituição, Tom Halliwell, afirmou que não havia problemas, porém em determinado momento acabou afirmando que a homossexualidade era uma “doença”.

A fala revoltou os alunos e seus pais presentes no evento. Um por um passaram a dizer que também eram gays só por ter qualquer tipo de contato com Brackett. Até seus pais e irmãos entraram no criativo protesto. Por fim, um ex-aluno acabou dando um outro prêmio. O ator Cameron Drake, vencedor do Oscar, entregou sua estatueta ao professor e deu uma lição de que todos devem ser respeitados.

Sim, isso não é uma notícia verdadeira, é apenas uma das cenas do filme Será que ele é? (In & Out). Mas parece que tem um grupo de pessoas do país que de alguma forma querem retratar tal evento na vida real. Nesta segunda-feira (18), o juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho, de Brasília, resolveu determinar ao Conselho Federal de Psicologia que não interprete uma resolução de 1999 que impede os profissionais de promoverem estudos ou que façam atendimento de “reorientação sexual”, ou seja, que seja impedida a tal “cura gay”.

Tal decisão vai no caminho contrário a resolução da Organização Mundial da Saúde (OMS), que desde 1990, não considera que ser homossexual seja uma doença psíquica ou psicótica. Ou seja, um juiz, sem qualquer tipo de embasamento científico resolveu dar razão a uma “ação popular” que considera que ser gay é ser “doente”.

Pois bem, em muitos momentos da minha vida tive contato com gays. O primeiro que tenho lembrança foi na então Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau Jardim Inamar II, em Diadema. No final dos anos 1990, trabalhava por lá o inspetor Reinaldo José Santana, conhecido como Piró. Além de trabalhar na instituição na qual eu fiz o primário, Piró era muito conhecido no bairro, principalmente por participar ativamente da escola de samba. Vi e conversei com ele várias vezes. Infelizmente, Reinaldo acabou assassinado e hoje a escola – que foi municipalizada, recebe o seu nome.

O tempo passa e começo a conviver com outros homossexuais na escola, nos cursos que fiz, no trabalho. Cada vez mais os conhecia e nunca tive problemas, ria com eles, falava sério com eles, ajudava eles e era ajudado. Algo que fiz heterossexuais. E em nenhum momento eu virei gay ou tive uma lavagem cerebral para virar um, pois não é uma doença, nunca foi e nunca será.

Em pleno século XXI, onde a ciência fez com que tudo evolui-se e que vários conceitos fossem mudados, infelizmente ainda temos pessoas com o pensamento da Idade Média. A falta de respeito é tamanha que não consigo entender o motivo.

Peço desculpas pela forma em que vou terminar este texto, mas a frase a seguir é a única que consigo proferir neste momento para aqueles que não sabem respeitar as diferenças.

DEUS DEU UM CU PARA CADA UM, PARA QUE CADA UM CUIDE DO SEU

Até a próxima!!!

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