Vivendo e aprendendo a jogar

17452823061511655503_10200864897181598_1056330852_n“Vivendo e aprendendo a jogar. Vivendo e aprendendo a jogar. Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo. Mas aprendendo a jogar”.

Esses versos de Guilherme Arantes e cantados de forma brilhante pela saudosa Elis Regina podem resumir não só o que é a Olímpiada, mas também a vida. Nem sempre vamos vencer, nem sempre vamos perder, mas temos que lutar sempre. E não diferente nesta terça (16).

Quem disse que perder é ruim? Ruim mesmo é perder sem lutar, sem insistir. Fugir da luta, perdendo a honra. Não estamos vendo isso dos brasileiros no Rio 2016. Fabiana Murer tinha uma hérnia, poderia nem tentar saltar, mas fez o contrário, saltou, mesmo sem condições.

As meninas do handebol lutaram até o fim, os homens no polo aquático, as meninas do futebol, as meninas do vôlei e tantas outras e outros atletas que lutam, mesmo não sendo favoritos em suas modalidades, mas lutam até o fim para fazer o melhor possível.

A derrota faz parte e nela vem uma lição valiosa para a torcida brasileira. Torcer somente quando tem um compatriota vencendo é muito fácil, é mole. Agora, aplaudir aqueles que foram derrotados e dar força para que eles se levantem é o difícil e é isso que temos que fazer, aplaudi-los pelo esforço e dar forças para que nas próximas batalhas eles possam superar todos os limites em busca de seus sonhos.

E não temos que fazer somente isso com os nossos atletas, mas também com nós mesmos. Lutar para fazer o nosso espaço melhor, lutar dentro das regras, sem passar por cima dos semelhantes.

Mas do que ter espírito olímpico, temos que ter espírito humano.