O que se passa com o Palmeiras?

APRESENTAÇÃO DE CUCA, NOVO TÉCNICO DA S.E.PALMEIRAS

APRESENTAÇÃO DE CUCA, NOVO TÉCNICO DA S.E.PALMEIRAS

35 contratações. R$ 220 milhões investidos. Três técnicos… e nenhum time. O que se passa com o Palmeiras? O que se passa no vestiário de um time que tem jogadores de peso, mas que não consegue engrenar? O verde e branco do Allianz Parque mostra para todos que é literalmente um caso que só Freud explica (se é que ele teria coragem de explicar o que se passa com o time).

Continue reading

Por Aí #1 – O Protesto da Lua

CAPA ZM - PROTESTO DA LUAComo em muitos lugares no Brasil, Santo André também foi palco de protestos nesta quinta-feira (18). No Paço Municipal, os militantes e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT). Do lado da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), os manifestantes favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Estava lá para fazer o meu trabalho como jornalista que é informar e aproveitei para fazer imagens. Saí de lá com uma coisa positiva, ainda bem que ninguém protesta contra a Lua. Confira o vídeo abaixo do canal Zoom No Mundo, no Youtube (Aproveite, curta e compartilhe. Quem sabe também entro nessa onda de ser Youtuber!!!)

Diretamente do Mundo da Lua

o-O-MUNDO-DA-LUA-facebook“Alô, alô. Planeta Terra chamando, Planeta Terra Chamando”. Esse é o inicio de uma das frases mais marcantes da infância dos anos 1990. Quase 25 anos depois de sua estreia, a história de “Mundo da Lua” ainda faz com crianças e adultos se encantem pela família Silva e Silva. Agora está disponível no Youtube um documentário falando sobre a série da TV Cultura.

Continue reading

Leiam, depois me xinguem

Demorei um certo tempo para escrever alguma coisa sobre política, sobre o momento em que vivemos e sobre uma posição para isso. A falta de paciência de minha parte para escrever sobre o assunto neste blog e depois ter que ver comentários me bloqueavam. Na verdade, fora do ambiente de trabalho, poucas vezes falo sobre política com minha família ou com os meus amigos. Fora do ambiente de trabalho simplesmente me desligo de tudo isso. Porém, resolvi me manifestar, é a minha opinião e só quero que todos respeitem da mesma maneira em que também faço isso. Aviso de pronto que o texto será longo. Então se quiser deixar de ler a hora é essa.

Vivemos uma crise política, mas não desde o ano passado, ou do retrasado, ou de 14 anos atrás, ou de 20, ou de 50, mas sim desde 22 de abril de 1500. Desde lá a história do Brasil é baseada em corrupção vinda de todos os lados e de todas as maneiras. Infelizmente a corrupção faz parte da cultura brasileira, e temos que admitir isso, pois a corrupção acontece não só na política, mas nas empresas, nas profissões (inclusive na minha, a do jornalismo), nas ruas, no dia a dia.

O que acontece ao passar dos tempos é que em momentos de um cenário econômico bom, a nossa tendência é esquecer dos roubos e mazelas feitas com a nossa cidade, com o nosso estado ou com o nosso país. A história mostra isso, basta lembrar dois casos. Vivíamos certa estabilidade econômica quando aconteceu a compra de votos para a aprovação da emenda de reeleição que beneficiou o então presidente da república, Fernando Henrique Cardoso. Da mesma maneira aconteceu com o caso do mensalão, quando membros do governo estavam envolvidos e mesmo assim reelegemos o então presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva.

Percebeu? Dois presidentes. Dois partidos diferentes. Guarde isso na memória.

Vamos ser sinceros, nós brasileiros (vou generalizar mesmo sabendo que não são todos) só pensamos em nosso bolso, em nossa própria vida. Vamos admitir. Enquanto está tudo bem para o nosso bolso passamos nosso tempo mais preocupados com as nossas vidas do que prestando atenção com aquilo que fazem com o nosso dinheiro nas prefeituras, nos governos estaduais e no governo federal.

A questão é que nos últimos anos a liberdade para que a justiça trabalhe para investigar e julgar corruptos aumentou. Muitos políticos foram condenados pelas diversas atrocidades. Só para lembrar alguns como o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, o ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e também o ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo.

Percebeu? Três políticos diferentes. De três partidos diferentes. Guarde isso na memória.

O Brasil descobriu que escândalos acontecem a anos. Dois exemplos são bem visíveis. O caso do mensalão que começou do governo mineiro de Azeredo e foi parar no governo federal de Lula. E também o caso da Petrobras, onde só na operação lavajato já foram descobertas propinas que vinham desde 1997 até 2014 – período onde três presidentes diferentes de dois partidos diferentes passaram pelo Palácio da Alvorada. Fora as denúncias anteriores feitas através da imprensa, sendo uma das primeiras de 1989 – período onde seis presidentes diferentes de quatro partidos diferentes passaram pelo governo federal.

Fora outros escândalos em estados e municípios. Trensalão e merendão paulistas, a quebra do Rio Grande do Sul, as obras de infraestrutura para a Copa, os desvios de verbas públicas da saúde e da educação para tudo quanto é lado… São tantos que não caberiam em um texto que é grande por si só.

Escrevi tudo isso para lembrar que o problema não foi causado por uma pessoa só, por um partido só, por uma ideologia só. O fato foi causado por vários, pela maioria, inclusive por nós. E isso não pode ser usado como justificativa. A questão não é daqueles que roubaram “menos” ou que roubaram “mais”, mas sim daqueles que roubaram.

Infelizmente, nós todos estamos sendo usados por todos os lados como marionetes de um jogo político que não vai cessar com a corrupção. É isso mesmo que você está lendo. Pode mudar os comandantes da nação, os legisladores, os partidos, as ideologias… Infelizmente o tão famoso “sistema” não deixará com que a corrupção acabe. A única mudança será dar cargos para aqueles que vão barrar as investigações e assim criar um clima inexistente de honestidade.

Sobre as manifestações, questioná-las (independente de qual manifestação você está pensando) é não saber o que é democracia. Para quem não sabe, a democracia parte do contrário, do contraditório, de uma opinião diferente da minha, da sua, da nossa. Em um país onde presamos pela liberdade de expressão, toda a manifestação (feita dentro das regras e respeitando os outros) podem e devem ser feitas.

Porém não podemos transformar as manifestações em um grande “Passa ou Repassa” onde de um lado tem o “Time Vermelho” e do outro tem o “Time Amarelo”, e ninguém pensando no Brasil. Ninguém querendo debater o Brasil. Ninguém querendo dar pelo menos uma ideia para sair da crise econômica, ou para melhorar a qualidade da saúde, ou para melhorar a qualidade da educação ou mesmo propondo uma verdadeira reforma política.

Nos últimos tempos colocamos em pauta outras preocupações como bonecos, cores de camisa, danças, gritos de guerra… Pautas que não vão ajudar a trazer emprego, a melhorar a infraestrutura ou mesmo melhorar a nossa qualidade de vida.

É costumeiro dizer que o Brasil é uma jovem república, mas não precisamos provar para o restante deste planeta que agimos feito crianças. Onde não conseguimos respeitar aquele que pensa diferente. Somos infantis demais para falar de política. “Você roubou isso!”. “Mas você roubou aquilo” e nada se resolve.

E para mim, a parte mais vergonhosa é que essa infantilidade toda é promovida principalmente por nós, os comunicadores, o quarto poder. Nós jornalistas estamos cada vez mais colocando gasolina no incêndio onde TODOS os brasileiros estão. Esquecemos que nossa função é noticiar, mostrar os fatos, independente do foco. Esquecemos que a função de julgar e de condenar ou absolver é da justiça. A maioria de nós viramos assessores.

E não ache que isso só acontece de um lado, acontece de todos os lados. Vamos aos exemplos. Em 2014, dois fatos me chamaram muito a atenção por causa do comportamento de algumas publicações antagônicas. O primeiro foi o aniversário de 50 anos do golpe militar de 1964. Um dos momentos importantes desse país, de um período que nos tirou a liberdade de expressão, que nos tirou a liberdade de escolher os nossos representantes e de tantas mortes que aconteceram.

Das quatro revistas mais importantes do país, três deram a capa para este assunto: Época, Isto É e Carta Capital. A Veja resolveu tomar um caminho no mínimo questionável e resolveu falar sobre a relação entre a cotação do dólar e a popularidade da presidente Dilma Rousseff.

Outro assunto. Naquele mesmo ano, os condenados pelo caso mensalão se entregaram para a Polícia Federal para cumprir as suas respectivas penas. Independente de sua opinião sobre o assunto, jornalisticamente é uma matéria importante, no caso, a mais importante daquela semana.

Das quatro revistas mais importantes desse país, três deram esse assunto como capa: Veja, Isto É e Época. A Carta Capital tomou uma atitude no mínimo questionável e resolveu colocar na sua capa uma reportagem sobre uma Rã.

Não estou aqui dizendo que a Veja, no primeiro caso, e a Carta Capital, no segundo, não podiam falar sobre outros assuntos. A liberdade de expressão permite que elas possam publicar o que elas quiserem. Porém, sabemos que ambas “fugiram” das respectivas reportagens por causa do pensamento político-ideológico de seus donos. Deixaram de lado a obrigação de noticiar do jornalismo.

Não me importo se a Veja é uma revista de direita e se a Carta Capital é uma revista de esquerda. Se elas querem demonstrar o seu posicionamento, basta escrever a opinião no editorial. Nesse espaço, o dono da publicação emite a sua opinião sobre o que quiser. Agora, não se pode deixar de dar a notícia.

Voltando a falar da questão atual. Sobre o processo de impeachment. Essa questão não é de posse popular. É mentiroso afirmar que um processo político como este tem algo relacionado com a população. A queda do ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Melo, em 1992, foi enganoso. Collor não tinha apoio do Congresso Nacional, bastou uma prova e ele foi derrubado. Se ele tivesse a maioria ou, pelo menos, o número suficiente para barrar o processo, ele tinha completado os quatro anos.

A mesma questão serve para Dilma. Se ela tiver número suficiente, ela vai ficar e dane-se o que você, eu ou qualquer outra pessoa que não tem um cargo público em Brasília possa pensar.

O impeachment é uma questão política, resolvida somente pelos políticos. Sobre a população, não estamos em uma questão de ser a favor ou não. A questão é ou você tem uma acusação com provas de que a chefe da nação cometeu algum crime previsto em lei ou você não tem. Eu, por exemplo, não tenho, e se tivesse não estava escrevendo este texto, eu estava protocolando o pedido de impeachment na Câmara.

Outra coisa, impeachment não é um golpe. Eu, nesses 26 anos de vida, e mesmo em tudo que já li sobre História, nunca vi um golpe sendo feito a partir de uma regra estabelecida e que nunca foi mudada por nenhum presidente ou por nenhum parlamentar, seja de esquerda ou de direita.

Sobre as manifestações, não saí de casa. Não fui em nenhuma, nem pró-impechment e nem pró-governo. Mesmo não tendo nenhuma acusação com provas de que a presidente Dilma Rousseff tenha cometido algum crime previsto na lei de impeachment, tenho as minhas severas críticas as atitudes tomadas pelo seu governo, principalmente relacionado ao que foi falado durante o período eleitoral de 2014.

Tanto Dilma quanto o Congresso Nacional (tanto governistas quanto oposicionistas) deixaram de lado as ideias sobre como sair da crise econômica, ou de como melhorar a educação, ou de como melhorar a infraestrutura, para perderem o seu tempo em uma guerra política onde o grande derrotado é o povo.

Partido, siglas, cores partidárias e até mesmo as mais diversas ideologias não vão trazer para os brasileiros benefícios como emprego, melhor saúde ou melhor educação. Isso vai ser feito por aqueles que querem debater e trabalhar o Brasil. Que querem fazer isso todos os dias, e não quando o bolso aperta ou quando o seu grupo está sendo alvo.

Temos que investigar TODOS, temos que cobrar de TODOS, temos que ficar de olho em TODOS. E não só fazer a “política do jeito que nos convêm”.

Infelizmente, o Brasil é igual ao Titanic. Está indo diretamente para o Iceberg e os que estão neste barco, em vez de unir forças para desviar do perigoso obstáculo, estão formando buracos neste barco que vão fazer ele afundar mais rápido.

Parabéns para todos nós, chegamos nessa situação, pois merecemos.

E agora que você leu esse texto, pode me xingar, pois é provável que isso faça o país melhorar.

Palmeiras em: “Chuveiro Lorenzetti”

ChuveiroA derrota do Palmeiras para o Nacional-URU, por 2 a 1, pela Libertadores, mostrou que o time alviverde tem como sua principal jogada o cruzamento para a área, popularmente conhecido como chuveirinho. Por mais meias que se possa colocar, o time tem como costume acionar um dos laterais para cruzar. Sinceramente, vejo que o time paulista deveria ter o patrocínio da Lorenzetti ao invés da Crefisa.

Continue reading

4 de março de 2016

Em São Bernardo (Foto: Carlos Carvalho / Zoom No Mundo)

Em São Bernardo (Foto: Carlos Carvalho / Zoom No Mundo)

Dia maluco. Mais um pra curta carreira de jornalista. Mais uma para não entender nada. Acordo e como a maioria do país ou surpreendido pela 24ª fase da operação Lava Jato. Vários mandados de busca e apreensão e também de condução coercitiva. Juro por Deus, essa última expressão nunca tinha ouvido na minha vida, mas como sempre, estamos aí para aprender. Voltando ao diário, vejo uma série de mensagens em meu celular sobre o assunto e passo a verificar as informações antes mesmo de escovar os meus dentes e no mínimo lavar a cara.

Continue reading

Igualzinho ao hino

MOliveira“Defesa que ninguém passa. Linha atacante de raça. Torcida que canta e vibra”. Da mesma maneira que Antônio Sergi, compositor do hino do Palmeiras, o técnico palestrino Marcelo Oliveira esqueceu o setor de meio de campo. Palmeiras vence o Rosário Central (ARG), mas sinceramente não mereceu. Se não fosse o Prass…

Continue reading

20 anos, Creuzebeck

Mamonas AssassinasHá 20 anos eu pensava em comprar um apartamento no Guarujá, mas o máximo que poderia conseguir era um barraco em Itaquá. Essa época era bem difícil, era tão difícil que se desse uma chuva de Xuxa, no meu colo cairia o Pelé. Eu moraria nessa residência com Maria, uma ex-namorada minha que teve que ir a uma suruba em meu lugar e acabou voltando monoteta. Lembro bem das palavras que disse a ela. “´Mais vale um na mão do que dois no sutiã”.

Continue reading